A História: Navegadores, do www ao Chrome!

Publicado por Laurentino Mello em 31 de janeiro de 2009

Vamos acompanhar A História e evolução dos navegadores, para que você entenda um pouco mais sobre o aplicativo que permite o seu acesso a este BLOG:

Com o advento da Internet, ampliou-se o campo da informação e, para utilizarmos todos os recursos disponíveis na rede, é necessário um software que possibilite a busca por elas. E é aí que entram os navegadores.

Também conhecido como browser, o navegador é um dos principais softwares de um computador, ainda mais nessa era de web 2.0, onde quase tudo o que precisamos está online.

Tim Berners-Lee, que foi um dos pioneiros no uso do hipertexto como forma de compartilhar informações, criou o primeiro navegador, chamado WorldWideWeb, em 1990. Desde então, o desenvolvimento dos navegadores tem sido intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da própria Web.

A Web, entretanto, só explodiu realmente em popularidade com a introdução do NCSA Mosaic, um navegador gráfico (em oposição a navegadores de modo texto) rodando originalmente no Unix, mas que foi também portado para o Apple Macintosh e Microsoft Windows logo depois. A versão 1.0 do Mosaic foi lançada em setembro de 1993 por Marc Andreesen, o líder do projeto.

Confira abaixo um pouco da história dos principais navegadores:

 

1991 – WWW

Criado por Tim Berners-Lee, o WorldWideWeb foi o primeiro navegador da web. Mais tarde, para não confundir-se com a própria rede, trocou de nome para Nexus.

 

1993 – Mosaic

Foi o primeiro navegador a rodar no Windows, fator determinante para a abertura da web para o público em geral. Marc Andreessen, o líder do time que desenvolveu o Mosaic, saiu da NCSA e, com Jim Clark, um dos fundadores da Silicon Graphics, Inc. (SGI) e outros quatro estudantes formados e nomeados da Universidade de Illinois, iniciaram o Mosaic Communications Corporation. Mosaic Communications finalmente se tornou a Netscape Communications Corporation, produzindo o Netscape Navigator.

 

1994 – Netscape

O Netscape trouxe todas as características que um browser moderno oferece nos dias de hoje, como por exemplo a navegação por abas, o bloqueio de pop ups, suporte a cookies e histórico de visitas, entre outros. Reinou absoluto durante anos, mas já em 2002 seus usuários se resumiam a alguns poucos gatos pingados. Um dos motivos foi o fato da Microsoft passar a incluir, já em 1995, o Internet Explorer junto com o sistema operacional Windows. Era o início de um novo reinado no mundo dos browsers…

 

1995 – Internet Explorer 1.0

Em 1995, a Microsoft entra na briga dos navegadores com seu Internet Explorer 1.0, parte integrante do pacote ‘Plus’ do Windows 95. Com isso, teve início a ‘guerra dos navegadores’.

A guerra dos navegadores Web é o nome dado a um período de quatro anos (de 1995 a 1999) no qual a empresa Netscape, produtora do software browser homônimo, perde a sua liderança absoluta no mercado de navegadores para a Microsoft.

Este período resultou em uma reversão total no uso de um software para outro, além de gerar projetos como o Mozilla e o Opera.

1996 – Internet Explorer 3.0

Em agosto, a Microsoft lança a versão do navegador que começaria a ganhar terreno na briga com a Netscape. Entre as novidades estão o suporte a CSS (linguagem de estilo que auxilia no visual e na construção das páginas), além de um programa leitor de e-mail – produto já embutido no Netscape 2.0. No mesmo ano, é lançado a versão 3 do Netscape e a primeira do Opera.

1997 – Internet Explorer 4.0

A quarta versão do navegador da Microsoft é a primeira a ser incluída no sistema operacional de empresa, o Windows 98. A decisão deu origem a uma ação anti-truste movida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que alegava que a MS estaria utilizando táticas monopolistas para ganhar o mercado de browsers.

Com o navegador interligado ao sistema operacional, os usuários, pela praticidade, iriam automaticamente utilizá-lo ao invés de fazer o download do Netscape Navigator/Comunicator.

 

1998 – Mozilla

A Netscape anuncia a liberação do código-fonte de seu navegador. Com isso, o download do programa se torna grátis e sua programação, open-source, livre para ser usada e modificada por qualquer um. Para divulgar o código, a Netscape cria a comunidade Mozilla, que anos depois lançaria o Firefox.

 

2000 – Opera

O Opera é um navegador criado em 1994 pela empresa estatal de telecomunicações da Noruega e foi a primeira alternativa leve para os usuários.

Recentemente perdeu seu posto de “navegador alternativo” para o Mozilla Firefox, mas conta ainda com uma fiel comunidade de usuários. Diversos dos recursos mais modernos existentes entre os navegadores vieram do Opera e foram copiados para os demais.

Em sua quinta versão, o navegador Opera tenta o modelo adware – gratuito para usuário, mas sustentado por anúncios embutidos no navegador.

 

2003 – Safari

Até 2003, a plataforma Mac usava navegadores Netscape. Em 2003, a Apple anuncia seu próprio navegador, o Safari, incluído como o navegador padrão a partir do sistema operacional Mac OS X v10.3.

Com uma interface simples, suas funções são básicas: Abas, bloqueador de pop-ups, baixador de arquivos, leitor de notícias RSS e modo privado que evita que terceiros monitorem sua navegação.


2004 – Firefox

Em 2004 é lançado o Firefox 1.0, que surgiu como uma versão mais simplificada do Mozilla. Além de ser gratuito e de código aberto, o software ficou conhecido por sua navegação por abas, apesar de não ser pioneiro na funcionalidade – o navegador Ibrowse e o Opera disponibilizaram o recurso antes.

Atualmente o Firefox é o maior rival da Microsoft no mercado dos navegadores e detém no mundo cerca de 20% do ramo, contra 70% do IE.

2008 – Chrome

Depois de muita especulação, o Google finalmente se lança no mercado de navegadores em setembro do ano passado com o Chrome, um navegador ‘projetado do zero’ e com a promessa de ser mais rápido, seguro e estável que os concorrentes.

Entre seus pontos altos, a estrutura de processamento do programa, em que cada aba roda um processo em paralelo, o que, segundo o Google, pouparia recursos do sistema e preveniria vazamentos de memória e travamentos do computador.

 

ÚLTIMAS DOS NAVEGADORES:

No final do ano passado, duas noticias importantes movimentaram o universo dos navegadores Mozilla Firefox e Google Chrome.

O Chrome, até então rodando em versão beta, foi ‘promovido’ e saiu da versão de testes, pois, segundo seus desenvolvedores, ele estava funcionando perfeitamente e sem nenhum tipo de bug para atrapalhar o internauta.

Outro fator que influenciou na decisão dos desenvolvedores do Chrome foi o fato do software ter sido atualizado 14 vezes, desde o seu lançamento. Com isso, ele chegou a uma fase avançada de desenvolvimento e de melhorias e, agora, precisa apenas de pequenas evoluções.

Na mesma semana que o Chrome passou de beta a versão final, os desenvolvedores do Firefox lançaram a versão Beta 2 do software. É mais um passo para finalizar o desenvolvimento da nova versão do Firefox, prometido para o começo deste ano.

Dessa vez, o grande destaque é a ferramenta para navegar anonimamente na internet. Com ela, o internauta entra em sites da web e não deixa informações em cookies e nem dados que preencheu em sites armazenados no computador. É uma ferramenta muito útil para quem navega em computadores de lugares públicos, como escolas e lan houses.

Os desenvolvedores da Mozilla não fizeram nenhuma grande mudança na interface do Firefox. Em compensação, modificaram bastante o motor do software, que recebeu melhorias no código e o Java TraceMonkey. No final das contas, essas mudanças deixaram o Firefox um pouco mais rápido para carregar algumas páginas com scripts.

 

PARTICIPAÇÃO DE CADA UM:

De acordo com dados publicados no começo de 2009 pela consultoria Net Applications, o Internet Explorer voltou a perder espaço para outros navegadores, caindo de 69,77% para 68,15% de participação no mês de dezembro. Em novembro, a participação do navegador da Microsoft era de 71,27%.

Por outro lado, os browsers Safari, Firefox e Chrome saíram ganhando com a queda de participação do IE. O Firefox agora é usado por 21,34% dos internautas – em novembro a participação era de 20,78%. O Safari subiu de 7,13% para 7,93% no mês passado, enquanto o Chrome, do Google, alcançou 1,04%, contra 0,83% de participação em novembro. O Opera manteve 0,71% de participação.

 

Fonte: Olhar Digital.

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Laurentino Mello

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Cursa Gestão da Tecnologia da Informação, Blogueiro Part-time, Gerente de TIC e Instrutor na área de Informática. Adora compartilhar o seu conhecimento na Web.


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6 Comentários em “A História: Navegadores, do www ao Chrome!”

  1. acho que a guerra nao termina tao cedo

    luciano Postou em seu Blog: Subnotebooks e Netbooks

    [Responder]

    Laurentino Mello Respondeu:

    Ela nunca terminará, disso possa ter plena certeza.

    Abraços.

    [Responder]

    luciano Respondeu:

    que bom,ganhamos todos,da uma olhada no meu blog,nao aconteceu contigo tb no sabado…abracao

    luciano Postou em seu Blog: Aconteceu comigo tb,Google maluco

    [Responder]

    Laurentino Mello Respondeu:

    Pois é, Realmente é extremamente interessante para os usuários essa eterna disputa entre os navegadores, pois cada vez mais teremos ferramentas ainda melhores.

    Sobre esse possível erro na busca do Google, não aconteceu comigo não e antes do seu mencionamento não havia visto ser falado por ninguém.

    Abraços.

    [Responder]

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